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Gerard Way do My Chemical Romance fala sobre saúde mental e as ​​orientações de Billy Corgan no podcast “My Turning Point”.

Entrevistas

Confira a tradução da matéria escrita por Michele Amabile Angermiller na Variety EUA na íntegra. 

Tradução por: Gabriela Reis
Revisão por: Amanda Bittencourt 

O apresentador do podcast My Turning Point, Steve Baltin, vai celebrar o 100º episódio do programa amanhã (12 de Outubro de 2021) com um convidado pra lá de especial: Gerard Way, do My Chemical Romance.

Baltin, um grande nome do jornalismo musical e colaborador da Variety, lançou o podcast com a Live X Live e o produtor Adam Chavez há dois anos, e procurou Way para participar da comemoração deste evento marcante.

“Nunca que em um milhão de anos eu imaginei que chegaríamos a 100 episódios, então, quis fazer algo especial para este episódio marcante”, diz Baltin. “Eu entrevistei Gerard no começo do ano para um projeto que ainda está para ser anunciado e, ao pensar na ideia certeira para este episódio, perguntei a ele se tudo bem usar nossa entrevista – uma vez que foi uma conversa fascinante – para o podcast. Sendo um dos caras mais legais da música, ele gentilmente me deu sua bênção”.

Baltin, que conheceu Way em sua primeira entrevista com o frontman do MCR durante a Warped Tour dos anos 2000, tinha muito o que cobrir, incluindo a decisão de Way em dar um tempo depois da separação da banda em 2013, o retorno triunfante seis anos depois, a amizade dele com o vocalista do Smashing Pumpkins Billy Corgan, e as histórias do disco mais marcante do My Chemical Romance: “The Black Parade” (nota: a jornalista usou o nome do single do disco “Welcome to The Black Parade” pra escrever a matéria, por isso, alteramos para o nome correto do disco).

“Assim que você começa a ouvir o episódio, pode perceber que nos conhecemos há muito tempo, então foi, como todas as minhas entrevistas, incrivelmente coloquial”, acrescenta Baltin. “E a profundidade que ele tem nas histórias por trás da música ‘Welcome To The Black Parade’ é incrível para qualquer geek orgulhoso da música.”

Quando questionado sobre o show triunfante de retorno da banda de New Jersey que decretou sold-out em Los Angeles no The Shrine em 2019, logo antes da pandemia, Way declarou: “Foi o show mais divertido que eu já fiz junto do My Chem”. O show teve a maior bilheteria do local, arrecadando quase 1.500.000 dólares.

“Depois que a banda terminou, eu tive mais tempo para pensar, mudar, crescer e todas essas coisas, eu comecei a ter um sério problema com controle”, declarou Way. “Eu comecei meio que examinar minha parte naquilo, e pensar sobre fazer grandes shows e meio que entreter e animar uma multidão. Nós sempre tentamos manter nossos shows extremamente autênticos, quase como se ninguém soubesse o que iria acontecer lá em cima noite após noite, mesmo se tocássemos as mesmas músicas. Então, quando chegou a hora de fazer o My Chem novamente, eu disse a mim mesmo ‘Ok, eu não vou controlar o público, eu não vou dirigi-lo, eu não vou trabalhar com ele. Vou deixá-lo fazer o que quiser’. E isso tornou este show ainda mais gratificante”.

Sobre sua decisão de ficar fora da mídia depois que a banda acabou, Way disse que ele se inspirou em partes por Dave Chapelle, que tirou um período sabático quando seu programa no Comedy Central saiu do ar.

Way disse: “Dave Chappelle, depois do ‘Chappelle’s Show’, ficou um tempo fora, o que eu realmente me identifiquei, a propósito. Quando chegou a hora de meio que acabar com o My Chemical Romance, achei a situação dele, embora muito diferente da minha, obviamente, muito similar, estando nesse tipo de máquina que tomou grandes proporções e parecia um pouco fora de controle, meio que decidi que não queria mais fazer isso por motivos de saúde mental”.

Este tempo fora ajudou Way a entender o que a banda significava para os fãs, dado às reações deles com a música anos mais tarde.

“Me senti tão grato e fiquei realmente impressionado por isso”, disse Way. “Quando eu vi os shows, eles simplesmente continuaram vendendo. E continuamos adicionando novas datas, e eles continuaram vendendo, e eu pensei ‘Alguma coisa aconteceu nesses anos que que a banda esteve fora’”.

Ao falar sobre sua mudança para a Califórnia, Way agradeceu ao frontman do Smashing Pumpinks, Billy Corgan por oferecer orientação e apoio.

“Ele é tão esperto, e conversou muito comigo ao longo dos anos nas vezes em que saí com ele”, disse Way. “Ele tem sido muito bom pra mim. E quando eu me mudei para LA, ele ia em lojas vintages comigo para testar amplificadores, [porque] eu estava procurando por um que tivesse um som mais pesado. Ele foi e testou os equipamentos comigo. Mas ele também me deu conselhos ao longo dos anos. Alguns eu ainda não estava pronto para ouvir, e tive que descobrir por mim mesmo”.

Way também falou sobre a influência da banda Queen, particularmente da música “Bohemian Rapsody”, que teve influência na faixa “Welcome to The Black Parade”. “Bohemian Rapsody sempre foi uma influência nesta música”, disse ele. “Mas apenas nas grandes mudanças de seção e coisas assim. Ao mesmo tempo, percebemos enquanto estávamos trabalhando [na música] que você não pode refazer ‘Bohemian Rapsody’. Você pode se inspirar um pouco nela, mas não se pode tentar refazê-la”.

Way completou: “O triunfo do espírito humano sobre a escuridão foi algo meio que embutido no DNA da banda desde o início. A autorrealização, o triunfo do espírito e coisas assim, e o fato de passar por coisas realmente difíceis. Há escuridão no mundo. E acho que superar essa escuridão, externa e internamente, é uma coisa linda. É uma coisa desafiadora, mas é lindo se você puder fazer isso, se você puder triunfar sobre isso. Então esse é um tema que definitivamente está em ‘Black Parade’, a música, e está no meu trabalho.”

Você pode conferir o podcast na íntegra abaixo, e a matéria original da Variety aqui

https://open.spotify.com/episode/17LbPZEj6kNRDqq4hBwX4c?si=b48b212f0ea84312 

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