Sua fonte oficial de notícias do My Chemical Romance no Brasil reconhecida pela Warner Music BR. Nos acompanhe nas redes sociais e fique ligado nas novidades da banda.

ESPECIAL FRANK IERO #2: Uma Entrevista com Frank Iero – Paciência é Uma Virtude

Entrevistas

Na segunda parte do especial Frank Iero, trazemos uma entrevista exclusiva do guitarrista para o site Volume Magazine, publicada originalmente no ano de 2016, durante a era “The Patience”

Tradução por: Ariane Santana
Revisão por: Marina Tonelli
Texto original por: Andres Alvarado

Uma Entrevista com Frank Iero: Paciência é uma Virtude

Frank Iero do Frank Iero And The Patience fala sobre o Parachutes, a jornada emocional do disco e retornar para o sudeste antes do show da banda no The Masquerade em Atlanta. 

Volume Magazine: Você tem estado envolvido com a indústria musical por bastante tempo. Com um background consistindo do My Chemical Romance e do LeATHERMØUTH, o nome Frank Iero And The Patience parece mais calmo e maduro, como você e os rapazes chegaram a esse apelido coletivo? Por que The Patience?
Frank Iero: Desde que comecei uma carreira solo eu sabia que precisaria de uma banda para tocar a música ao vivo e eu queria nomear essa banda. Eu sempre gostei desse tipo de projeto que não é só o nome do vocalista. No primeiro disco eu os nomeei cellabration porque eu senti que queria levar algo grande e explosivo em uma esperança de distrair da minha falta de experiência como um front man. Dessa vez eu não sentia necessidade dessa distração então eu tomei da virtude onde eu sentia que precisava de mais melhorias, a paciência. 

VM: Enquanto nos preparávamos para essa entrevista, nós deixamos o Parachutes tocando sem parar e ele nos levou a uma jornada emocional. Parece bem sincero, confiante, às vezes raivoso, às vezes triste e cru. O quão difícil é essa jornada de canalizar todas essas emoções em música?
FI: Eu acredito que a dificuldade está na luta para demonstrar essas emoções e histórias do jeito mais correto, porém, impactante. Eu passei muito tempo nesse disco prestando atenção no que era dito e como era dito. Sobre performar e reviver essas experiências, isso normalmente não é tão difícil quanto parece porque você tende a evoluir e mudar conforme o tempo vai passando. Assistir a arte que essas experiências criou se espalhar e afetar outros é incrivelmente catártico e te ajuda a crescer enquanto pessoa.

VM: A faixa final “9-6-15” é uma linda ode ao seu avô. As letras pintam uma imagem vívida da importância que esse homem teve na sua vida. Você poderia compartilhar conosco uma história sobre ele?
FI: Ele foi a maior influência que tive quando criança, até mesmo na idade adulta. Meu avô era simplesmente a melhor pessoa que já conheci. Cuidadoso e gentil, esperto e talentoso, engraçado, mas severo quando necessário. Ele era um músico até a alma, tocava bateria e xilofone e mesmo estando sentado atrás da banda ele era sempre o centro das atenções. Ele era a pessoa favorita de todo mundo, e um chefe evidente. A primeira vez que eu toquei música na frente de uma plateia foi quando o substituí em um show. Meu avô tocava todo fim de semana em um clube local em South Jersey, tocando standards (N.T: repertórios conhecidos) e big band (N.T: formação musical de jazz consistindo de vários músicos em uma mesma banda). Uma semana o vocalista da banda estava de férias e meu avô decidiu que seria difícil fazer um set inteiro sem ninguém no microfone, então para algumas faixas ele decidiu que ele cantaria com o acompanhamento do piano, ele me levou para o palco para tocar a sua bateria… Eu tinha provavelmente nove ou dez anos na época e quase vomitei de medo, mas ele sorriu e confiou que eu poderia fazer isso apesar da minha insegurança. 

VM:Dear Percocet” é uma música incrivelmente relevante. Não só por abrir e esclarecer as dificuldades do vício, mas também por conta da epidemia de opioides nos Estados Unidos. Que conselho você pode dar aos nossos leitores que podem ser direta ou indiretamente afetados por esse problema?
FI: Bom, do ponto de vista de um viciado isso é definitivamente uma das coisas mais difíceis com as quais eu tive que lidar. “Dear Percocet” é sobre escolher estar presente, perceber o quanto é fácil desistir e a luta para fazer a coisa certa para aqueles que você ama. Eu não tenho todas as respostas, e eu sei que vou tropeçar no caminho, mas as ideias que eu coloquei na música são coisas que me ajudaram. 

VM: Em um tópico mais alegre, a turnê do Frank Iero And The Patience está vindo para o sudeste mais tarde esse mês, o que seus fãs podem esperar?
FI: Acho que eles podem esperar um set sem encheção de linguiça que passa pelo rol de músicas do Stomachaches e do Parachutes. Estou feliz de estar de volta ao sudeste e estou animado para tocar para pessoas que não pudemos alcançar ainda. 

VM: Falando em fãs, como sua fanbase mudou desde seus anos com o My Chemical Romance até esse ponto? Foi de rebelde/insana para uma plateia mais tranquila? Ficou igual ou misturada?
FI: Acho que durante os dias do MyChem nossos fãs eram relativamente jovens. Mas agora os fãs desse projeto são muito mais variados. Há alguns fãs de MyChem, mas eles cresceram e até mesmo espalharam a palavra para seus irmãos mais novos ou filhos. Nós também temos fãs que nunca gostaram de MyChem aparecendo, e é maravilhoso ver tantas idades e personalidades misturadas nos shows.

VM: Você pode nos presentear com a sua história mais doida de fã?
FI: Essa é uma das minhas perguntas menos preferidas porque eu descobri que isso cria uma disputa de fazer a coisa mais esquisita para superar o outro… e antes que você saiba eu vou estar recebendo uma sacola cheia de coelhinhos mortos na minha casa.

VM: De volta ao Parachutes. Você pode nos contar a história por trás da capa do disco? Ela chama a atenção da primeira vez que você a vê. O que fez você dizer, “É isso, essa é a capa do disco”?
FI: Ah sim valeu, bom isso tudo retorna ao título e ao conceito do disco. Quando eu estvaa escrevendo eu comecei a pensar sobre a vida e como ela é tipo ser jogado de um avião. Nós nascemos e imediatamente começa a contagem até cairmos no chão. Não há como evitar o inevitável. No entanto, alguns de nós somos sortudos para experienciar coisas que nos trazem alegria ou conhecer pessoas no caminho que nos mostram amor e nos permitem flutuar um pouco e curtir a queda, esses são nossos pára-quedas. Quando eu decidi isso, quis que meus pais estivessem incorporados na arte do disco porque nossos pais são nossos pára-quedas iniciais. Eles nos protegem e nos amam e nos mostram o caminho um pouco. Então eu encontrei uma artista maravilhosa chamada Angela Deane e mandei uma foto dos meus pais e pedi que ela fizesse sua coisa. 

Ping-Pong:
Local favorito para tocar: Starland Ballroom
Música favorita para tocar ao vivo: “I’ll Let You Down”
Instrumento favorito: Epiphone Phantomatic
Cidade favorita para tocar: Chicago
Lugar favorito para comer quando está na estrada: The Tasty in Philadelphia 

VM: Antes de deixar você ir, essa é uma pergunta livre. Diga-nos qualquer assunto importante para você sobre o qual não falamos ainda e que você gostaria que nosso público soubesse?
FI: Bom, acho que é importante, especialmente nos dias de hoje, expressar o que acredito que seja a mensagem mais importante. Nós coletivamente precisamos lembrar o que é ser humano e que o amor é um direito não-negociável que todos devemos proteger e espalhar. Esses são tempos duros, cuidem uns dos outros. Não perca seu coração.

Você pode ouvir o Parachutes aqui:

Deixe uma resposta

Continue lendo

Menu
%d blogueiros gostam disto: