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ESPECIAL MICHAEL WAY #1: “Foi um alívio”, diz Mikey Way sobre ser conduzido à clínica de reabilitação após anos lutando contra o vício

Entrevistas

Tradução: Ariane Santana
Edição: Amanda Bittencourt

Setembro é o mês do Way mais novo, e por isso o Fake Your Death abre seu Especial Michael Way com a tradução de uma entrevista dada ao NME em 2017 pelo baixista. Nela, Mikey se abre sobre sua dependência de drogas, como isso se tornou uma espiral, e sua luta para sair dela.

Confira a entrevista na íntegra:

 

Mikey Way fala sobre vício em drogas e como ‘o fim do My Chemical Romance foi sombrio’

O baixista lançará seu disco de estreia de sua nova banda Electric Century

O ex-baixista do My Chemical Romance Mikey Way se abriu sobre seu vício em drogas e como o fim da antiga banda o afetou.

Way lançará o disco de estreia de sua nova banda Electric Century ‘For The Night To Control’ no dia 14 de julho. Falando à Billboard em uma nova entrevista, o músico revelou como o grupo sempre sofreu por conta de seus próprios problemas de vício.

“Os viciados em drogas são notórios mentirosos, e naquele momento, eu era um mentiroso notório sobre meu vício, dizia que eu não tinha um problema,” disse Way. “Eu estive em negação por décadas.”

Way explicou como seu colega de banda David Debiak eventualmente orquestrou uma intervenção disfarçada de uma reunião da banda. “Eu vim para casa [em New Jersey em fevereiro] mas eu não estava lá para gravar. [Dave] ia me levar para uma clínica. Eu achei que nós íamos terminar o disco. Eu acordei na casa do Dave, nós saímos para tomar café e eu disse, ‘Quando vamos começar?’ e ele disse, ‘Você não está aqui para gravar.’

“Foi um alívio,” continuou Way. “Era algo que eu estava enrolando há muito tempo.”

Way explicou então como o fim do MCR influenciou seus hábitos destruidores: “A banda terminou, e eu estava passando por um divórcio ao mesmo tempo. Eu faço as coisas mais estressantes em grupos. O jeito que eu soube lidar com isso, durante a minha vida, foi me automedicando, então foi isso que eu fiz. A reta final do [My Chemical Romance] foi bem sombria para mim – eu estava em um nevoeiro. A vida me pegou naquele ponto, e eu estava sobrevivendo. Eu estava no oceano com a água na altura dos meus lábios. Eu estava tentando me manter em pé e falhando. Eu sempre me aliviei com narcóticos desde jovem.”

“Quando você sai da reabilitação, especialmente com o tanto de dano que eu havia causado a mim mesmo, você está basicamente começando de novo. Você está do lado de fora dessa casa que você construiu, você está ateando fogo nela e tem que recomeçar. Você tem que aprender a como voltar ao que você tinha estando sóbrio. Pra mim, ser eu mesmo, sóbrio, era a verdadeira jornada depois de tudo. Quando você sai da reabilitação, é quando a merda realmente começa.”

Way também disse que o Electric Century é influenciado por “Britpop, new wave”, adicionando: “Eu sempre quis fazer algo relacionado ao New Order. Desde que eu era um adolescente, eu queria fazer a minha versão do New Order.”

Sobre seus planos futuros, ele adicionou: “Eu e Dave estamos trabalhando no segundo disco do Electric Century. Estamos planejando dois shows: um em New Jersey e um em L.A. É uma questão de quando. Eu acho, mais pra frente, que eu amaria tocar isso no Reino Unido e no Japão. Eu consigo nos imaginar em uma turnê, mas eu não quero dar azar. O projeto está acontecendo há tanto tempo, mas ainda é novo para nós.”

O My Chemical Romance se separou em 2013, mas se reuniram mais cedo esse mês para fazerem um show juntos.

Rumores de uma reunião do MCR se espalharam no ano passado quando eles começaram a soltar teasers do aniversário de 10 anos do clássico disco ‘The Black Parade’.

“Eu acho que isso surpreendeu todo mundo”, disse o antigo guitarrista Ray Toro à NME sobre os rumores. “Acho que nós não percebemos o quão dramático o teaser trailer era. Nós só estávamos procurando um jeito legal de anunciar o aniversário de 10 anos – e ficamos chocados com a reação.”

Toro continuou: “Isso faz você se sentir muito bem, porque você sabe que tantos anos depois seu trabalho ainda está sendo apreciado e ainda encontra um novo público. Uma das coisas que ouvimos muito é que as pessoas que nem sequer tinham nascido quando aquele álbum ou quando a banda começou, de alguma forma, gostam de nós. Eu lembro quando eu estava no ensino médio, ouvindo The Misfits. Você nunca poderia vê-los ao vivo novamente, mas terminava sendo passado e se torna quase místico em um sentido, então eu acho que é bem legal se isso acontecer com o My Chem.”

Ele adicionou: “Às vezes eu penso que todos nós provavelmente sentimos falta de fazer música juntos – mas eu acho que ao mesmo tempo todos estamos muito focados nos nossos projetos atuais.”

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