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PAUTA DOS LEITORES #8 – Um Breve Histórico da Trindade Emo

Matérias
O que o Fall Out Boy, Panic! At The Disco e My Chemical Romance têm em comum? Conheça um pouco de cada banda e de como se popularizou o termo de “santíssima trindade” emo na internet.

Texto por: Gabriela Reis
Revisão por: Ariane Santana & Malena Wilbert

Se você tinha um Tumblr ou acessava o Reddit, provavelmente já ouviu o termo “emo holy trinity”, ou em português, a trindade emo, mas caso não saiba, não se preocupe. Nesta pauta dos leitores de Agosto, o Fake Your Death Brasil reuniu um breve histórico de cada banda presente na trindade, e vai te contar tudo o que você precisa saber sobre o termo, que na verdade, começou a se popularizar como um meme.

Em uma explicação rápida, o nome “trindade” vem de uma doutrina cristã que diz que Deus pode ser representado por três pessoas: “O Pai, O Filho e O Espírito Santo”, sendo assim, as bandas são divididas entre “o pai”, considerado então o Fall Out Boy, principalmente por estar na ativa atualmente; “o filho”, considerado o Panic! At The Disco, banda que foi lançada por Pete Wentz, baixista do FOB; e o “espírito santo”, que em inglês pode ser chamado de “holy ghost”, uma vez que à época, o My Chemical Romance tinha decretado seu fim.

Apesar do meme ter unido os fandoms dessas três bandas em fóruns e blogs em todo o mundo, as bandas possuem ligações entre si, por mais que sejam sutis. Mas antes de conhecer cada uma delas, e rir com mais alguns memes sobre a trindade (ou tríade), vamos conhecer um pouco melhor as histórias por trás dos três maiores fenômenos dos anos 2000.

“I’ll be your number one with a bullet”

O ano era 2001. Pete Wentz, até então um dos nomes mais famosos da cena underground e punk de Chicago, tocava na banda de metal Arma Angelus quando decidiu que era hora de fazer um projeto que tivesse um estilo parecido com The Descendants, Lifetime e Green Day, que na época tinha acabado de lançar o disco “Warning” (2000), com os sucessos “Misery” e “Minority”.

Na época, Wentz já conhecia Joseph “Joe” Trohman, que aceitou tocar esse projeto com ele. A ideia era buscar um baterista e um vocalista a mais, e que pudesse tocar guitarra também. Surpreendentemente, Trohman encontrou uma pessoa que poderia exercer as três funções – obviamente, não ao mesmo tempo -. 

Em uma visita a livraria “Borders Books” com um de seus amigos, Joe estava discutindo sobre a banda Neurosis quando Patrick Stump decide se meter na conversa alheia, corrigindo a pronúncia de Trohman, chamando sua atenção. Na época, Stump exercia o posto de baterista em uma banda de grindcore (gênero popular nos anos de 1980 e que mistura heavy metal e punk hardcore) chamada XGrinding ProcessX, que chegou até a lançar um disco (que obviamente, pode entrar na lista de itens raros).

Inicialmente, Stump pensou que tocaria bateria no tal projeto, uma vez que esta tinha sido sua última função em uma banda. No entanto, após compartilhar suas produções próprias com Trohman e Wentz, ambos decidiram que Patrick teria que cantar (até porque, quem negaria a sua soul voice, não é mesmo?). Logo, a banda estava novamente sem um guitarrista e um baterista.

Wentz contatou então seu outro amigo, Andrew “Andy” Hurley, mas ele declinou o pedido, dizendo que não estava na mesma sintonia naquele momento, principalmente por falta de tempo. Obstinados, Pete, Patrick e Joe decidiram que era a hora de colocar a mão na massa, com ou sem baterista – e guitarrista até então. 

Para ter um batismo legítimo, a banda também sofreu. O nome “Fall Out Boy” já tinha sido cotado, mas por receio de direitos autorais – devido à referência aos Simpsons – a banda ficou receosa de manter o nome. Apesar disso, o nome pegou, e após o segundo show da banda, eles finalmente eram o FOB

Após um ano de shows e idas e vindas de bateristas e guitarristas, em 2002, a banda decidiu que gravaria um disco, e que precisariam de Andy Hurley nas baterias, caso contrário, não funcionaria. Então, em Março de 2003, o primeiro disco “demo” da banda chegava pelas mãos do selo de gravação Uprising: “Fall Out Boy’s Evening Out with Your Girlfriend”.

O disco não é um dos mais conhecidos e nem mesmo está presente nas plataformas de streaming, porém, entre os fãs mais dedicados, ele está entre os favoritos, principalmente por “Calm Before The Storm”, música que foi  repaginada reimaginada com riffs mais marcados e uma voz mais madura (e limpa) da parte de Stump no disco Take This to Your Grave (2003), lançado pela Fueled by Ramen.

No ano seguinte, a banda lançou o EP acústico My Heart Will Always Be The B-Side to My Tongue” (2004), que atingiu as paradas da Billboard 200 na posição 153, uma das mais importantes listas do mundo da música. O EP acompanhava um DVD onde a banda narrava suas desventuras durante a turnê do Take This to Your Grave, e como a banda se sentiu após um acidente envolvendo a van e o trailer deles na neve. Parte do documentário está, inclusive, presente no YouTube (sem legendas em português, infelizmente):

A experiência traumática rendeu a icônica capa do disco de 2005: “From Under the Cork Tree”, que fez com que a banda chegasse em 9º nas paradas da Billboard 200, principalmente pelo hit – que desbancou o clipe de Helena no MTV Video Music Awards (VMA) do mesmo ano – Sugar, We’re Goin Down, a música que até supostamente tinha uma mensagem subliminar em suas letras românticas. 

O trecho “I’ll be your number one with a bullet” (“eu serei o seu número um com uma bala”, em tradução livre), possivelmente é um easter egg muito bem pensado por Wentz. A AltPress, que fez uma matéria juntando alguns fatos possivelmente desconhecidos sobre o disco da banda, levantou a hipótese que a frase em questão possa ter sido uma indireta à própria gravadora da banda, que achava que o single não seria um hit. A referência de “bullet”, vem da bala, símbolo usado pela Billboard, a fim de representar músicas que tiveram sua ascensão rápida. 

No ano seguinte, em 2006, a banda lançou uma edição especial e limitada do disco chamada From Under The Cork Tree Limited Tour Edition com algumas faixas inéditas, entre elas: The Music or The Misery e Snitches And Talkers Get Stitches And Walkers, além da versão demo de My Heart is The Worst Kind of Weapon, presente no EP de 2004, citado acima, e as versões remixadas das faixas Sugar, We’re Goin Down – feita por Patrick Stump – e Dance, Dance; feita por The Lindebergh Palace.

Ainda de acordo com a AltPress, Wentz decidiu deixar de fora a faixa Snitches And Talkers Get Stitches and Walkers da versão original do disco porque, para a banda, a faixa tinha uma pegada muito parecida com o que o My Chemical Romance estava produzindo na época, e eles não quiseram deixar nenhuma impressão errada aos fãs de ambas bandas.

A colocação de Pete, de certa forma, não está errada. A canção possui guitarras pesadas e um ritmo de bateria bem agressivo, além de um solo bem marcado por Trohman na ponte da música, que remete muito às criações de Ray Toro para o MCR. A voz de Stump na canção faz toda a diferença e é impossível negar que a soul voice do vocalista é a marca registrada da banda:

Já em 2007, com a banda no auge, chegava aos holofotes do público o terceiro disco de estúdio da banda, Infinity on High, lançado pela Island Records em 6 de Fevereiro e gravado em Los Angeles entre os meses de Julho e Outubro de 2006. O disco, que atingiu a posição de número 1 nas paradas da Billboard, está carregado de hits como “This Ain’t a Scene, It’s An Arms Race”, “Thnks fr th Mmrs”, “Fame < Infamy” e “”The Takes Over, The Breaks Over””

Além de grandes sucessos com letras poéticas e carregadas de emoções pesadas, o disco também tem uma referência à arte em seu título: a expressão “Infinity on High” foi retirada de uma carta de Vincent Van Gogh ao seu irmão, Theo, e que chamou a atenção de Wentz: “Be clearly aware of the stars and infinity on high. Then life seems almost enchanted after all”, que em tradução livre significa: “Esteja claramente ciente das estrelas e do infinito no alto. Então a vida parece quase encantada, afinal”.

O conceito da frase de Van Gogh é transmitido na arte pelas cartas de tarô presentes do disco, e também pela ovelha alada da capa, que tem um nome: Franklyn. (assim como esqueleto do The Black Parade, chamado Pepe, que já falamos anteriormente). 

O disco foi bem recebido pela crítica, principalmente pela diferença no estilo musical da banda e pela voz marcante de Stump, que ganhava cada vez mais espaço no ritmo cada vez mais pop e cada vez menos punk abordado pela banda. No entanto, essa onda mais pop, já estava decretando os primeiros indícios do hiatus que estava cada vez mais próximo.

Em Dezembro de 2008, chegava ao mundo o quarto disco de estúdio da banda, Folie à Deux, que em francês significa “loucura à dois”. Com os sucessos “America’s Sweethearts”, “I Don’t Care” e “What a Catch, Donnie” além do cover de Michael Jackson, “Beat It”, com participação especial do cantor e guitarrista John Mayer.

A recepção do disco foi boa por parte da crítica, mas os fãs… Bom, alguns dos mais saudosistas não aceitaram muito bem o estilo mais pop do quarto disco, e as críticas foram bem pesadas pelas redes sociais. Apesar de tudo, a banda estava precisando de uma pausa, principalmente pela fama que estava cada vez maior ao redor do mundo todo.

O clipe de “What a Catch, Donnie”, tem uma vibe de despedida que é tão palpável, que a tristeza da música e da narrativa, principalmente pelas entrelinhas do navio afundando, dos elementos usados pelo Fall Out Boy em outros clipes e da presença do Panic! At The Disco traziam a sensação de que aquela seria uma das últimas vezes que veríamos o Fall Out Boy em ação – pelo menos por algum tempo. 

No ano seguinte, a banda lançou a compilação “Believers Never Die – The Greatest Hits” com as músicas inéditas: “From Now On We’re Enemies”, “Alpha Dog” – que tinha sido lançada como demo em outra compilação – e a música de Natal “Yule Shoot Your Heart Out”, presente na compilação de 2003 “A Santa Cause: It’s a Punk Rock Christmas”

Depois de quatro anos fora dos holofotes – e com cada membro fazendo uma coisa diferente (menção honrosa para o Soul Punk (2011), produção do vocalista Patrick Stump), a banda começou com certas movimentações em 2013, anunciando sua volta com o quinto disco de estúdio: “Save Rock and Roll”. A produção veio com tudo, e trouxe uma volta às origens e com parcerias de tirar o fôlego com grandes nomes como Courtney Love e Elton John – que fez parceria na faixa que leva o nome do disco.

Realmente, o comeback do ano de 2013… O fatídico 2013. Ao recebermos de volta o grandioso pai da santíssima trindade emo, também falamos adeus ao espírito santo, ou melhor… fantasma. Poucos meses após o anúncio da volta do FOB aos estúdios – e aos palcos – foi a vez do MCR sair de cena. 

Após 2013, o FOB lançou mais dois discos, um em 2015, intitulado “American Beauty/American Psycho” – que faz referências a dois grandes filmes da cultura pop (o que faz super sentido, uma vez que uma das faixas mais dançantes do disco se chama “Uma Thurman”, e faz uma homenagem à musa de Pulp Fiction, Mia Wallace), e o segundo em 2018, intitulado “MANIA”, e que veio ainda mais pop que seu antecessor, com hits dançantes e a icônica “Heaven Gates”, onde Stump pode mostrar toda sua potência vocal e mostrar a que veio.

Atualmente, a banda segue uma extensa turnê junto das bandas Weezer e Green Day (lembram que eles eram inspiração? Pois então!), que foi cancelada devido à pandemia do COVID-19,  mas que aos poucos está retomando a agenda. Esperamos que venha mais algum disco – diferente de certas bandas por aí que não lançaram mais nada depois do retorno – mas a esperança é a última que morre.

“Everything goes according to plan”

A história do Panic! At The Disco começa um pouco diferente. Nascida em Las Vegas no ano de 2004, a banda foi formada de forma embrionária pelos amigos Ryan Ross e Spencer Smith. Ao se juntarem com Brent Wilson, que convidou o amigo Brendon Urie para inicialmente ocupar o lugar de guitarrista da banda, a primeira formação estava feita. No começo, eles só performavam covers da banda Blink-182, que estava em ascensão nos anos 2000’s com os sucessos “I Miss You”, “Stay Together for The Kids”, “Always”, “First Date”, entre outros.

É importante ressaltar que o Blink-182 foi uma inspiração não só para o P!ATD, mas também para o Fall Out Boy e incrivelmente, para o My Chemical Romance, mesmo que minimamente no caso da última, que possui outras influências mais marcantes. É inegável – e impossível não notar – que o surgimento do Blink-182 impulsionou outras bandas a fazer o mesmo, independente da diferença nos estilos da época. 

Sem ter performado nenhum show ao vivo, os integrantes do Panic! At The Disco enviaram uma demo para Pete Wentz, que na época estava gravando o terceiro disco do Fall Out Boy (From Under The Cork Tree, 2005). Na mesma hora, Wentz quis se encontrar com a banda e os convidou a assinar com a gravadora Decaydance Records, pelo selo da Fueled by Ramen, que na época lançou também o terceiro disco do FOB. 

A divulgação por parte de Wentz após a assinatura do contrato foi intensa. Ele fazia aparições em eventos usando camisetas com o nome da banda, e logo o caos estava instaurado, pois as críticas vieram antes mesmo do Panic! lançar seu primeiro disco. 

Um ano após assinarem com a Decaydance, veio ao mundo o primeiro disco de estúdio: “A Fever You Can’t Sweat Out”, lançado em 2005. E depois disso, a banda explodiu em sucessos com os hits “I Write Sins Not Tragedies”, “But It’s Better if You Do” e “Lying is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off”.

No ano seguinte, em 17 de Maio de 2006, a banda teve sua formação original alterada após a saída (ou melhor dizendo, expulsão) do baixista Brent Wilson, que de acordo com o MTV News, foi convidado a se retirar pois o mesmo não estava progredindo musicalmente com a banda. No mesmo artigo, Ryan Ross alegou que Wilson não tocou uma nota sequer de baixo durante o primeiro disco da banda, e que Brendon Urie teve que fazer suas partes.

Em contrapartida, Wilson disse que foi expulso por telefone, e que apenas Spencer Smith falou com ele ao telefone, e que ninguém se sentiu arrependido pela sua saída. Sob ameaças de levar a banda ao tribunal se não lhe dessem os devidos royalties pela sua participação no disco, a saída do baixista foi bem conturbada (o que será frequente na história do Panic!, como veremos adiante). 

Três anos mais tarde, em Março de 2008, a banda lançava seu segundo disco de estúdio, e que viria a se tornar um dos mais queridos pelos fãs: Pretty Odd, que foi fortemente inspirado pelos Beatles, e que inclusive, teve algumas de suas gravações no estúdio Abbey Road, em Londres. Quem tomou as rédeas do projeto foi Ryan Ross, que desde o início apresentava o desejo de criar algo mais inspirado nos Beatles, uma de suas bandas favoritas.

Com os sucessos “Nine in The Afternoon”, “That Green Gentleman (Things Have Changed)” e “Northern Downpour”, a banda abandonou um pouco o estilo “pop-punk” que fez seu sucesso e começou a flertar com outros instrumentos em um estilo mais suave, muito bem representado pelos singles citados acima. 

Em 2009, durante as produções do terceiro disco de estúdio “Vices & Virtues”, que seria lançado apenas em 2011, Ryan Ross e Jon Walker, baixista que substituiu Wilson após sua saída em 2006, anunciaram sua saída da banda, às vésperas de uma turnê com o Blink-182. A saída, apesar de repentina, foi dada como tranquila ao The Hollywood Reporter.

Com o último disco, veio a produção da música “New Perspective”, presente no filme “Jennifer’s Body”, que no Brasil chegou com o nome de “Garota Infernal”. A banda então começou a divulgação do novo disco que estava para sair em 22 de Março de 2011 com Dallon Weekes como membro fixo da banda, do qual permaneceu até 2017.

Nesse meio tempo, outro membro também pediu afastamento da banda. Spencer Smith se afastou da música para cuidar de sua saúde mental após abuso de álcool e drogas, após seu último trabalho com o P!ATD que rendeu os hits “The Ballad of Monalisa”, “Sarah Smiles” e “Nearly Witches (Ever Since We Met…)”. A banda ganhou ainda mais notoriedade depois que “Monalisa”, como é carinhosamente chamada, explodiu nas paradas, trazendo o P!ATD aos holofotes outra vez, e ainda mais fortes.

Depois da saída dos últimos dois membros, a banda se tornou o projeto solo de Brendon Urie, que se mantém até hoje. O estilo da “banda” foi se modificando através dos trabalhos “Too Weird to Live, Too Rare to Die”, de 2013; “Death of a Bachelor”, de 2016 e o mais recente “Pray for the Wicked”, de 2018, que fez tornou o projeto cada vez mais distante do embrionário “A Fever You Can’t Sweat Out” (2005) que consagrou a banda. É importante frisar que a saída de Weekes, logo após o lançamento do “Death of a Bachelor”, impulsionou ainda mais Urie a seguir com o projeto solo – mesmo sem abandonar o nome original da banda. 

Deixamos de fora as polêmicas sobre a saída dos ex-membros do Panic! e também sobre as controvérsias envolvendo o nome de Brendon Urie para que este artigo não ficasse tão intenso, mas são tantas que daria uma matéria inteira apenas para dissecá-las. 

Vale lembrar que Dallon Weekes ainda segue na carreira musical com o projeto IDKHOW (ou I Don’t Know How But They Found Me), criado em 2016 e presente até os dias de hoje.

“Knock once for the father, twice for the son, three times for the holy ghost”.

Mas onde então moram as particularidades envolvendo o My Chemical Romance nessa novela toda? Podemos começar pelo fato de que Patrick Stump já tocou bateria em um show do My Chemical Romance durante a Warped Tour, como lembrou o perfil no Instagram @mcrchives

Em de 2007 ao Chart Blog da BBC, Patrick contou sobre a experiência: “Eu toquei com o My Chemical Romance uma vez, na Warped Tour. (…) Foi incrível. Eu estava muito nervoso na verdade, porque eu não tocava bateria há mais de cinco anos. Eu estava sentado no pequeno trailer que servia de backstage, treinando horrores, e Gerard veio até mim e disse: “Cara, está tudo bem, se acalme!”, e eu disse: “NÃO, NÃO, NÃO! Eu não toco TÊM CINCO ANOS. VOCÊ NÃO ENTENDE!”. Eu levei muito a sério e a música tinha sei lá, dois minutos”. 

Mas essa não foi a única vez que o FOB e o MCR estiveram juntos no mesmo recinto e se cumprimentaram. No VMA de 2005, quando o Fall Out Boy ganhou do My Chemical o prêmio de melhor clipe – desbancando Helena, como citamos acima -, a banda toda ao se levantar até o palco, passou pelo MCR para cumprimentá-los. Pete Wentz, que fez o discurso depois do anúncio do prêmio, também citou Gerard e a banda, alegando que eles deveriam ter ganho o prêmio ao invés deles. Confira o momento fofo: 

Gerard Way também encheu a banda de Brendon Urie de elogios em uma entrevista em vídeo, quando citou suas impressões sobre a banda. Para Way, a banda passava sinceridade em sua performance. Confira abaixo: 

Outro grande crossover que rendeu memes e muitas risadas, foi a participação de Brendon Urie na turnê do Fall Out Boy, quando o mesmo bebeu: uísque, cerveja e vodka com Redbull (oferecida por Joe Trohman) e decidiu recontar a história do Fall Out Boy. É óbvio que Pete, Joe, Andy e Patrick não deixariam esse vídeo passar batido, e fizeram um “docudrama” representando eles mesmos enquanto Brendon narrava a história. Não existem comentários que possam traduzir este momento, portanto… Assistam: 

E para fechar a matéria, nada melhor que o melhor meme já feito:

Quem mais quer entrar para essa igreja? Eu já estou com terço e a bíblia pronta. 

A Pauta dos Leitores é um projeto que acontece uma vez por mês, visando interação entre nossos leitores e nossa equipe de redação. Fiquem ligados em nossas redes sociais e se preparem para descobrir mais sobre a Warped Tour na pauta do mês de Setembro. 

Beijios da G., e até a próxima.

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