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PAUTA DOS LEITORES #5: Tretas Envolvendo o My Chemical Romance (Com Fundamento ou Não)

Matérias

Joe Jonas, Marilyn Manson, White Stripes… Na quinta pauta dos leitores, o Fake Your Death Brasil traz um compilado das confusões que a banda se envolveu durante a carreira. 

Texto por: Marina Tonelli
Revisão por: Gabriela Reis

Um fato muito curioso sobre o tema dessa matéria é que, ao mesmo tempo em que os integrantes do My Chemical Romance aparentam ser muito tranquilos em relação a se envolverem em discussões, não demora muito tempo para você se lembrar ao menos de uma treta em que eles estavam envolvidos. Aqui me refiro a mídia e a outros famosos em um geral, porque quando se trata de discussões via Twitter a coisa fica um pouco mais explícita a alguns integrantes mais ativos…

Mas, não é novidade para ninguém que, principalmente se tratando do frontman da banda, Gerard Way, o My Chemical Romance nunca deixou de se posicionar em situações que necessitavam de alguma postura mais séria da banda, como foi o caso da cobertura absurda do Daily Mail – em que até fizemos um especial sobre o Setembro Amarelo – sobre o suícidio de uma fã adolescente da banda. 

Outro caso que também podemos citar, foi a maneira grosseira e estereotipada que a NME retratou sobre o guitarrista Ray Toro e que resultou um posicionamento não só no palco, mas também quando a banda recebeu os prêmios da própria revista através da votação dos fãs. Também não podemos esquecer do emblemático comentário de Gerard Way – na época em que ele ainda postava no Twitter – em que publicou sem papas na língua que vomitaria em Marco Feliciano quando houve a proposta relacionada a cura gay. 

Posicionamento nós sabemos que a banda sempre teve e esperamos que sempre terão, mas e quando se trata de outros famosos, como é que a banda reage a comentários negativos? O Fake Your Death Brasil traz um compilado das melhores tretas da banda para vocês.

My Chemical Romance x The White Stripes

O The Withe Stripes foi uma banda formada em Detroit, Michigan, em 1997, por Jack White e sua ex-esposa, Meg White. Um fator interessante da banda era que Meg, apesar de ser claramente ofuscada pelos talentos na guitarra e o vocal peculiar de Jack White, fazia um bom trabalho na bateria e nos backing vocalsEm 2002 a banda foi considerada como uma das precursoras do revival da cena do garage rock e embalou vários sucessos como “Fell In Love With a Girl”, “Seven Nation Army”, “I Just Don’t Know What To Do With Myself”, “Blue Orchid” e “Icky Thump”. 

Mas o The White Stripes fez muito mais do que marcar gerações com músicas que continham riffs que conseguiam mesclar influências do blues com a sujeira do garage rock. Seus últimos três discos ganharam a premiação máxima da música: o Grammy Award de Melhor Disco Alternativo. Além de outro fator que chamava muito a atenção na banda: suas vestimentas. 

The White Stripes. Foto: Divulgação

E é aqui que começamos a falar sobre a treta que Jack White quis começar com o My Chemical Romance em 2005.

O The White Stripes também sempre foi reconhecido, além de sua sonoridade, por seu visual. A dupla abusava do preto, vermelho e branco. Jack White, que possui os cabelos pretos, lembrava bastante na época o próprio Gerard Way, mas, aparentemente, essa “semelhança” não agradou muito White…

Além de falar do My Chemical Romance, o frontman também citou o Green Day falando sobre como as bandas daquele tempo (2005) “estavam todas usando preto e vermelho demaisem uma entrevista a Gigwise. Aparentemente, as cores preto e vermelho haviam sido licenciadas pelo White Stripes, mas ninguém havia sido avisado naquela época. 

Acho sinceramente que as duas bandas deveriam vir a público pedir desculpas. Ironias à parte, nem o My Chemical Romance ou o Green Day – por mais respeitada que fosse a banda de Jack White – deram qualquer tipo de atenção ao comentário e todo mundo seguiu usando preto e vermelho como se nada tivesse acontecido. 

My Chemical Romance x Glenn Beck

O My Chemical Romance recebeu um convite para que o single “Sing”, do disco Danger Days: The True Lives Of The Fabulous Killjoys (2010) –  que, naquela época, havia sido renomeado para “#SingItForJapan” devido aos desastres ocorridos no Japão em Março de 2011 -, fosse utilizado na série norte-americana Glee. Criada para a Fox, a série se tornou um fenômeno mundial por regravar versões de músicas famosas em formato de musical, misturando comédia e drama ao mesmo tempo em que tratava assuntos importantes como homossexualidade e temas que permeavam a adolescência em um ambiente escolar. 

My Chemical Romance. Foto: Divulgação

Tudo aparentava ir bem após o convite, porém, após a transmissão do episódio com a música “Sing” regravada, um notório comentarista conservador americano chamado Glenn Beck se posicionou em relação a letra da música. Pasmem, o comentário ocorreu em seu programa que também era na Fox, porém, em outro canal do grupo da emissora, a Fox News. 

O comentarista é notoriamente conhecido por ser um assíduo defensor de teorias da conspiração, além de, na época da presidência de Barack Obama, ter popularizado diversas teorias que, mais tarde, foram desmentidas acerca do presidente. Como citado nesta matéria da MTV gringa, Glenn disse:

(…) chamando a letra de “propaganda” [ideológica] e alertando os pais para serem “ultra-vigilantes” sobre o conteúdo que seus filhos assistem, porque ‘toda a nossa a nossa cultura… está arquitetada para você e os valores que você cresceu perdendo. É um hino que diz: ‘junte-se a nós’, disse Beck sobre a canção. ‘Como você e eu podemos ganhar disso?‘”. 

O My Chemical Romance não deixou para lá esse comentário moralista de uma pessoa que com certeza não entendeu a mensagem por trás dos versos de “Sing”. Aliás, pensando bem, acho que ele deve ter entendido, mas não tão profundamente como os fãs. Para nós é uma música de força e união, então, por que alguém diria algo contra isso? Mas se você entende um pouco mais sobre a Fox News, sabe que é o canal dos Estados Unidos dominado pelos Republicanos e suas falácias cheias da moral e dos bons costumes. 

Sing” retrata o completo oposto disso, inclusive, quando fala sobre como o progresso das corporações estão dominando o mundo e deixando rastros de morte pelo caminho. Se trata de uma revolução, vai além da união, do apoio e de se importar um com os outros; é uma união rebelde contra quem está no poder

Aqui, digo que uma coisa que sempre me fascina no My Chemical Romance, é a crítica social. Em “Sing” ela está muito presente e talvez isso tenha incomodado demais o republicano converservador e suas teorias da conspiração que são baseadas em absolutamente nada (talvez dessa vez em alguma coisa). Gerard Way teve a resposta certa para dar a Glenn Beck:

“‘Eu acho que a palavra que Glenn Beck procurava era “subversão” e não “propaganda”, porque eu não sei o que [na letra] seria considerado propaganda? Propaganda sobre a verdade? Propaganda sobre sentimento?’ escreveu Way. ‘E eu não sei dizer com o que ele está mais irritado, com o fato de que é o que eu sinto sobre a persistente esterilização da nossa cultura, ou o fato de que está na televisão para que todos possam ouvir. E as ferrovias? Estamos em 1863? Viu alguma criança vivendo nelas ultimamente ao invés da internet? Na verdade, estou chocado que não foi feita nenhuma verificação de fato na letra da música. Quero dizer, a Fox é um canal de notícias importante, cobrindo tópicos factuais de forma imparcial e inteligente… Oh, espere!’”   

Acho que essa resposta bastou. 

My Chemical Romance x Marilyn Manson

Brian Hugh Warner, mais conhecido como Marilyn Manson, sempre esteve envolto de diversas polêmicas. Além de cantor, ele também é conhecido por ser produtor de discos, letrista, ator, pintor e escritor. Seu nome já começa por uma grande controvérsia: a junção dos nomes da atriz Marilyn Monroe e o líder de um culto mortal Charles Manson

Sua carreira se iniciou no ano de 1989, porém, sua música ficou mundialmente conhecida na década de 1990 pelo seu som visceral e letras contestadoras – seja sobre a igreja católica ou até sobre o comportamento humano, partindo desde a violência à hipocrisia dos ideais conservadores – em que seus discos Portrait Of American Family (1992), Antichrist Superstar (1996) e Mechanical Animals (1998) são um claro exemplo de sua essência ácida e, por que não dizer abertamente, muito chocante visualmente para a maior parte dos conservadores, visto que o artista utilizava muitas vezes maquiagens pesadas e símbolos da igreja de maneiras irônicas.

Uma das primeiras polêmicas que Manson foi incluído e, na minha opinião, desta vez injustamente, foi no Massacre de Columbine em que uma dupla de garotos mataram 12 alunos e um professor, ferindo mais 21 outras pessoas e mais 3 quando os dois tentavam fugir da escola, comentendo suicídio após trocarem tiros com os políciais. O que isso tem a ver com Marilyn Manson? 

A mídia o acusou de fazer apologia a violência, pois um dos atiradores – segundo o que foi descoberto durante as investigações – ouvia as músicas do cantor. Essa polêmica durou muitos anos, documentários tentaram demonstrar o quanto a música não teria informação ao ponto de induzir alguém a cometer assassinato e até hoje para alguns Columbine é associado ao cantor. No documentário “Tiros em Columbine”, lançado em 2002 – três anos após os acontecimentos na escola -, é possível ver uma entrevista com Manson falando sobre o caso e se defendendo das acusações sobre seu envolvimento com o caso. 

Atualmente, Marilyn Manson está sendo acusado de multiplos casos de assédio sexual.  Evan Rachel Wood, conhecida por seus papéis em séries como Westworld, se posicionou longamente em seu Instagram sobre os horrores que passou com o cantor quando namorava com ele há alguns anos. Não demorou muito para que outras mulheres do meio artístico também se posicionassem. 

As acusações envolvem momentos como Manson apontar uma arma na cabeça da vítima enquanto a obrigava a fazer o que ele mandasse. O caso é muito pesado, se você quiser acompanhar, leia a matéria acima na íntegra, pois a acusação é muito grave, apesar de ter causado surpresa em um total de 0 pessoas. Como de praxe, Marilyn Manson negou todas as acusações, mesmo depois de ter perdido contratos e ter sido retaliado nos últimos tempos na cena de new metal.

Mas vamos a treta com o My Chemical Romance. 

Em entrevista a NME, Manson não teve papas na língua, foi bem ferino em 2007 em sua declaração sobre o MCR: 

“Em uma entrevista ao The London Paper, ele revelou que a música “Mutilation Is The Most Sincere From Of Flattery, de seu novo disco ‘Eat Me, Drink Me’ (2006) é sobre a roupa de Gerard Way. Ele apresenta a letra sem rodeios, ’Vai se foder, vai se foder!’ Ele explicou sobre seu ataque à banda, dizendo: ‘Tenho vergonha de ser eu, porque essas pessoas estão fazendo uma versão realmente triste, lamentável e superficial do que eu já fiz’”.

A NME divulgou a resposta bem tranquila de Gerard a Rock Sound:

“Em resposta, Way disse a Rock Sound: ‘Ainda não encontramos alguém que tenha nos derrubado e que precisamos levar a sério. Se Elvis Costello dissesse que não prestamos, pensaríamos um pouco sobre isso, mas geralmente são comentários sobre alguém como um novo disco para promover para que os comentários chamem atenção”.

Way acertou, Marilyn Manson estava divulgando um disco novo na época. Touchè.

My Chemical Romance (Frank Iero) x Joe Jonas

Jonas Brothers foi um fenômeno mundial. Formada em 2005, a banda era composta por três irmãos: Kevin, Joe e Nick Jonas e devido às suas aparições icônicas no Canal Disney Channel a banda teve um estrondoso sucesso midiático. Porém, em 2013, a banda anunciou o seu término que na hora causou um pouco de choque nos fãs. Mas os irmãos seguiram carreira solo, até voltarem a se reunir em 2019. Acredito que muita gente sabia melhor a trajetória do Jonas Brothers do que eu, mas o que importa é que Joe Jonas deu uma improvável entrevista citando a volta do My Chemical Romance em 2019 e isso irritou, nada mais nada menos…

Que Frank Iero.

“Não entendo porque você faria uma entrevista sobre sua banda e falaria sobre a banda de outra pessoa. Acho que eles estão tentando fazer um rebranding da banda para uma verdadeira banda de rock e estão tentando mencionar tantas bandas de rock para tentar ser, tipo, sinônimo de outras coisas. Yikes”. Frank não se esqueceu das palavras, continuando: “As pessoas não vão esquecer que você é uma banda da Disney, mano. Desculpe, isso não vai acontecer”, disse Frank a Teen Vogue.

Aparentemente, Iero estava bem irritado no dia dessa entrevista. E depois disso, Iero ainda tirou sarro de Joe Jonas em seu Instagram:

Bonus: Gerard Way x Bert McCracken

Relembrando a icônica treta entre Gerard Way e Bert McCracken, que mereceu uma matéria enorme e minuciosa sobre o relacionamento dos dois. Não perca a história do My Chemical Romance com o The Used desde o princípio. Como se transformaram em amigos? Como logo depois se transformaram em inimigos e desde quando o Bert foi o nosso aliado mais ferrenho com a volta do My Chemical Romance? Drogas, loucuras, separações e uma união repentina.

Confira tudo isso aqui nessa matéria cheia de detalhes para você matar a sua curiosidade: A Ascenção e a Queda: Bert McCracken x Gerard Way.

A Pauta dos Leitores é um projeto idealizado pelo Fake Your Death Brasil, e que visa trazer assuntos que sejam do interesse de nossos leitores. Para participar das votações que acontecem todo mês, siga o FYDBR nas redes sociais:

Beijos mafiosos,

MT.

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