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Um karma mal resolvido, ou apenas má sorte?

Matérias

Conheça as histórias (e as tretas) que permearam a trajetória dos ex-bateristas do My Chemical Romance 

Texto por Gabriela Reis
Edição por Ariane Santana

Vans supostamente queimadas, tretas de elevador e roubos. Esses são alguns dos causos dos quais se envolveram os ex-bateristas do MCR. Certamente, é possível dizer que a banda não tem muita sorte com esta posição em específico, uma vez que desde 2002 as brigas sondam a maioria dos integrantes que a ocupam.

Muito do que será narrado aqui, jovem leitor, é pautado em torno de boatos que, com o decorrer dos anos, foram se espalhando pela internet a fora. Alguns fatos citados não contam com fontes tão confiáveis, pois não passam de especulações, mas, como nós já sabemos que vocês adoram uma boa fofoca, avise seu squad e prepare as pipocas. 

Estão prontos?

FIRST THINGS FIRST

Matt Pelissier foi o primeiro baterista do My Chem e também um dos integrantes que ajudou a fundar a banda. Segundo a história, ele foi o segundo membro a entrar na banda, graças a sua amizade com ninguém mais, ninguém menos que Gerard Way. 

Sua trajetória com o MCR foi até o ano de 2004, após o lançamento do CD Three Cheers for Sweet Revenge, no mesmo ano. Apesar de ter participado ativamente das gravações da produção e inclusive do primeiro clipe da primeira versão de I’m Not Okay (I Promise), Pelissier foi desligado da banda antes das turnês.

O motivo da saída de Matt não foi confirmado mas, segundo boatos, tudo começou com uma discussão envolvendo Pelissier e a então gravadora do MCR, a Eyeball Records. Não se sabe muito sobre isso, mas especula-se que o ponto chave desta discussão teria sido a sua participação nos lucros das vendas do I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love (2002). 

Foto: Gabriela Reis

Mas o problema não era só dinheiro, não. Outro possível motivo de sua expulsão, teria sido a sua má influência para Gerard, com abuso de drogas e álcool antes dos shows, além das reclamações constantes de Ray Toro, guitarrista solo da banda, que sentia dificuldade para performar nas apresentações ao vivo. 

O ponto mais alto da discussão foi quando a gravadora se reuniu com os integrantes sem a presença de Matt, decidindo assim retirá-lo da banda de forma supostamente “amigável”. Outro forte boato envolvendo a saída de Pelissier é a forte suspeita que o ex-baterista teria colocado fogo na primeira van da banda, que foi um presente de Elena Lee, a avó de Gerard.

Até alguns anos atrás, Matt usava seu twitter para falar certas coisas sobre o My Chem, mas atualmente ele até brinca com a situação e, aparentemente, não guarda mais tanto rancor assim dos acontecidos. 

THE SECOND SHOT COULD BE BETTER

Robert Nathaniel Cory Bryar, ou como ficou conhecido, Bob Bryar, foi o segundo baterista a passar pelo My Chemical Romance. Sua trajetória foi de 2004 até 2010, tendo participado ativamente das turnês da era Revenge e do documentário Life on The Murder Scene, além de auxiliar na produção e nas turnês do CD The Black Parade, ambos lançados em 2006.

Inclusive, vale lembrar que a versão oficial do clipe de I’m Not Okay, foi gravado com Bob Bryar: 

Seu primeiro contato com o MCR se deu graças ao seu trabalho como técnico de som para a banda The Used, na época em que Gerard Way e Bert McCracken ainda eram amigos. Bob era então, na época, o único membro do My Chem que não era de New Jersey, fato que era comentado em algumas entrevistas. 

O motivo real do seu desligamento nunca foi revelado.O que se tem conhecimento até hoje é apenas um post feito por Frank Iero – que era o integrante mais próximo de Bryar na época – no blog da banda, em 2010. No entanto, Bryar sempre usou seu Twitter para expressar sua infelicidade com relação ao My Chem, expondo com todas as letras que foi chutado para fora da banda, fato que, segundo ele, trouxe problemas sérios a sua saúde mental. 

Outros boatos que surgiram em 2013, após o anúncio do fim da banda, trouxeram fortes especulações de uma suposta briga entre Bob e Michael, que teria acontecido dentro de um elevador de hotel durante a turnê do The Black Parade, e que poderia ter sido o começo dos atritos que culminaram na saída de Bryar anos mais tarde. 

Mesmo após sua saída do My Chem, alguns fãs continuaram acompanhando o ex-baterista em suas redes e se depararam com alguns comportamentos suspeitos. Bryar supostamente apoiou os ideais do presidente Donald Trump, o porte de armas e também fez uso de memes racistas em seu Twitter. Atualmente, ele está afastado das redes sociais.

THIRD TIME IS THE CHARM

O terceiro “baterista-problema” foi Michael Pedicone. Após a saída de Bryar, Pedicone foi chamado para ingressar no MCR em 2010, acompanhando assim a banda pela turnê do CD lançado no mesmo ano, o Danger Days: The True Lives of The Fabulous Killjoys. 

Apesar de ter sido chamado apenas em 2010 para fazer parte da banda, Mike, como também era chamado, já era um conhecido de longa data do My Chem, já que sua antiga banda, The Bled, participou dos shows do famigerado Projekt Revolution, no ano de 2007 – mesmo ano que o MCR também marcou presença.

Pedicone foi um dos membros fundadores da The Bled, uma banda de post-hardcore originária da cidade de Tucson, no Arizona, onde ele assumiu as baquetas por sete anos, se desligando um ano após a presença da mesma no Pro Rev, em 2008.

Apesar da experiência vasta em outro projeto, a trajetória de Pedicone como baterista do My Chemical Romance foi a mais curta da história da banda, trazendo também uma grande polêmica envolvendo o baterista, a equipe de staff do MCR e a própria banda.

No dia 2 de setembro de 2011, Michael Pedicone foi demitido e expulso do My Chemical Romance após ter sido pego no flagra roubando a banda após um show. Novamente, a notícia foi dada por Frank Iero no falecido blog da banda. O site Vírgula, traduziu um trecho do comunicado de Iero em uma notícia onde explica melhor sobre o caso. Confira: 

“A relação entre o My Chemical Romance e Michael Pedicone acabou. Ele foi pego no flagra roubando a banda e confessou à polícia depois de nosso último show em Auburn, Washington. (…) Estamos arrasados com essa situação. A banda não tem intenção de prestar queixas ou levar este assunto além do que precisamos. Só queremos que ele fique fora de nossas vidas. As pessoas que tocam nesta banda formam uma família e uma família não deveria tomar vantagem sobre os outros como ele fez.”

Apesar de assumir seu erro, Pedicone tentou se explicar em seu Twitter pessoal dizendo que a situação era bem mais complexa. Ainda em setembro do mesmo ano, Mike fez uma declaração à revista Kerrang!*, já bem conhecida do fandom por acompanhar de perto os passos do My Chem. Confira a tradução da carta aberta de Michael aqui: 

“Para a mídia, meus colegas da indústria musical e, o mais importante, os fãs do My Chemical Romance.

Como muitos de vocês já ouviram, na noite de quinta-feira fui dispensado como baterista em turnê do MCR. As horas que se seguiram foram difíceis por muitos motivos, mas principalmente porque as ações que levaram à minha demissão foram distorcidas e mal interpretadas via disseminação de boatos na internet. Com isso, gostaria de colocar os boatos de lado.

Quase assim que comecei a turnê com o MCR, tive problemas com um membro da equipe da banda que não vou citar. Os problemas eram muitos, grandes e pequenos, mas alguns deles eram grandes o suficiente para começarem a causar um grande impacto em mim e, por extensão, minha família. 

Eu tinha chegado ao fim do meu juízo e tomei o que certamente foi a pior decisão da minha vida. Em vez de abordar os problemas que tive com o membro da crew (nota: crew é como é chamada a equipe que acompanha a banda em turnê, auxiliando nos equipamentos de som, luz, etc) de uma maneira aberta e honesta, tentei fazer com que parecessem irresponsáveis. Minha intenção era fazer essa pessoa parecer incompetente. Não tinha intenção de lucrar em nada. Mais uma vez, não posso exagerar como meu julgamento foi ruim nessa situação; foi um erro tremendo que vou me arrepender por muitos anos. 

Eu gostaria de ter tido uma oportunidade de compartilhar meu lado da história com o MCR e de expressar meu remorso. Nunca tive uma.

Gostaria de agradecer aos membros, equipe e fãs do MCR por me darem algumas das melhores experiências musicais da minha vida nos últimos meses. Por mais breve que tenha sido nossa parceria, foi uma honra e um sonho que se tornou realidade tocar com um grupo de indivíduos tão talentosos. Desejo ao MCR muita sorte no futuro e estou ansioso para o meu próximo projeto.

Obrigado,

Michael Pedicone.”

* A publicação original pela Kerrang! não foi encontrada, por isso, usamos outra fonte para chegar até a declaração de Michael Pedicone, que pode ser conferida no link acima. 

Apesar da carta aberta, sua saída nada amigável ficou às claras para todos da mídia, da indústria e também aos fãs. O fato marcou os membros da banda, principalmente Frank Iero, que no primeiro show da turnê sem Pedicone, soltou uma sutil indireta ao ex-baterista durante a música I’m Not Okay (I Promise), ao trocar a frase “trust me” por “trust no one”, que em tradução livre significa “não confie em ninguém”. Confira o momento abaixo:

THIS IS HOW THEY DISAPPEAR

Atualmente, o MCR não possui nenhum baterista fixo, apesar da excelente parceria com Jarrod Alexander que tocou com a banda em turnê de 2011 até 2013. Ele também marcou presença no show do Return, em dezembro do ano passado. Jarrod auxiliou na parte rítmica dos projetos solos de Gerard, Ray e Frank também, entre os anos de 2014 e 2016. 

Jarrod Alexander tocando bateria para o projeto solo de Ray Toro (Remember The Laughter)

Outros músicos como Tucker Rule, baterista da banda Thursday e do The Future Violents (projeto solo de Frank Iero) também passaram pelas baquetas do MCR de 2007 a 2008, durante algumas turnês. Será que o karma pega apenas em bateristas fixos? Talvez o MCR esteja precisando de uma oração de banimento aí, não sei… 

Agora, quero saber de vocês, qual foi o ex-baterista mais odiado do My Chem na sua opinião? Conta pra gente nos comentários! 

Eu vou ficando por aqui. Não se esqueçam de nos acompanhar nas redes sociais pra não perder nenhuma atualização!

Beijos da G., e até a próxima!

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